Cuidado com a desinformação a respeito da massagem tântrica

 

Massagem tântrica
Não fique na dúvida. Informe-se sobre a massagem tântrica.

 

Ainda há muito preconceito e confusão quando o assunto é massagem tântrica. O grau de desinformação leva a um entendimento errôneo. Massagem tântrica não é programa. Não é sexualizada. Não há nudez.

Profissionalismo e boa conduta é conversar com o cliente para que este tenha a real consciência do que consiste a técnica.

Quer saber como funciona de fato a massagem tântrica, profissional e sem enganação, vem para a Paula Massagem.

Ou você pode ficar confuso e mal informado como o autor do texto abaixo:

A massagem tântrica

Por Walcyr Carraso, colunista da revista Época.

Há um limite tênue entre a massagem peniana e o programa. Onde termina um e começa o outro?

Está em moda. A cada dia surge uma nova clínica de massagem tântrica. Liguei.

– Como é a massagem?

– É feita com o corpo inteiro. O cliente e o massagista nus.

– Hum, que mais, que mais?

– No final, há a massagem peniana. Muitos clientes chegam ao orgasmo.

– Tem final feliz?

A voz retrucou ofendida.

– Não é programa.

Desliguei. Há um limite tênue entre a massagem peniana e o programa. Onde termina um e começa o outro?

O tantra é uma das vertentes do misticismo hindu. Segundo seus adeptos, o corpo possui chacras, centros energéticos responsáveis por todos os aspectos de nossa vitalidade. O primeiro seria lá, bem lá embaixo. Responsável, entre outros aspectos, pela energia sexual. A kundalini. Essa, quando libertada, sobe pela coluna, chega ao cérebro, expande a consciência do indivíduo e a criatividade. Escrevo sobre o que soube, aos pedaços, aqui e ali. Mas aqueles templos hindus com relevos de casais fazendo sexo mostram exatamente isso: o tantra. Para nós, ocidentais, a forma de acessar o divino é a pureza, a oração. No misticismo oriental, a energia sexual expandida leva também à transcendência.

Um casal tântrico consegue – dizem – manter a relação sexual por oito horas seguidas. Ele parado, ela parada. Só sentindo. Esse é um dos motivos pelo qual nunca estudei tantra a fundo. Oito horas? Ficar estático tantas horas? Depois disso, é preciso uma aula de pilates para esticar os membros paralisados? Fisioterapia intensa?

Sou viciado em massagem, de maneira geral. Passo horas e horas escrevendo. Minha coluna entorta. Um massagista anunciou pela internet: “Massagem relaxante, muscular. No final, tem a peniana”. Enviei mensagem perguntando o tipo de massagem.

– É massagem tântrica?

– Somente influência tântrica na massagem relaxante. Mas sou hétero, é só a massagem.

Às vezes eu demoro para compreender o mundo de hoje. Nada contra. Mas não entendo muito bem um hétero especialista em massagem peniana.

Muitas mulheres amam a tântrica. Pense bem: um casamento longo. Sem aquele vigor. Ela não quer uma aventura. Não pensa em trair. Pelo menos no sentido usual do termo: encontrar alguém, ir para o motel. A tântrica é diferente. Apenas uma massagem. Horário marcado, nenhuma relação pessoal. Mas no final… a massagem atinge centros de prazer. Tudo amparado pelo misticismo hindu! Ela sai relaxada. Volta na semana seguinte. Na outra, na outra… E o marido em casa.

– O que fez hoje, amor?

– Massagem.

Fui a uma clínica. Havia massagistas de ambos os sexos. As garotas livres se apresentaram. Escolhi. Fomos para a sala. Maca, o que dá um caráter bem profissional.

– Tire a roupa – ela pediu.

Quem fez teatro tem mais facilidade em se despir. Tirei tudo. Deitei. Ela começou com um creme de massagem. Seus cabelos varreram minhas costas. Senti os seios. Estava nua também. Deitou o corpo sobre o meu. Sim, uma das características da tântrica é que a ou o massagista usa o corpo inteiro. Mexe com cada músculo, por meio de uma técnica que vulgarmente poderia se chamar de esfregação. Após as costas, ela pediu para eu me virar. Deitou-se sobre mim. Nossas bocas estavam tão próximas que ergui de leve a cabeça. Ela puxou a dela tão depressa que quase quebrei o pescoço. Não haveria beijo. Suas mãos percorrem meus pés. Canelas. Coxas. Chegooouuuuu!

Eu já mergulhara em um estado de plena sensualidade. Mas não era a sensação de sexo selvagem. Só relaxei. E tive sensações novas, de toques, carinhos. Quando eu estava praticamente flutuando, ela parou. Anunciou que a massagem estava terminada. Profissionalmente.

Eu me vesti, um pouco frustrado, afinal… quem chegou lá quer ir mais adiante. Mas regra é regra. Eu poderia ser acusado de assédio se atacasse uma massagista nua? Poderia. Segundo se sabe hoje em dia, não é porque uma mulher fez uma massagem peniana e está nua a sua frente que o homem tem o direito de exigir algo mais. Se para os casados é traição, não sei. A questão fica na mesma fronteira que massagistas tântricos colocam. Houve sexo? Ou só massagem? Melhor cada um formar sua opinião. Ou cada casal.

 

 

 

 

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