Massagem tântrica: início de ano é o momento de experimentar o novo

Massagem tântrica
Permita-se experimentar a massagem tântrica

 

Para quem busca paz, equilíbrio, autoconhecimento e mudanças, a massagem tântrica é um caminho de descobertas

O tantra, o qual engloba massagem tântrica, é uma filosofia muito antiga, que preserva em sua tradição o respeito à vida, à natureza e ao bem-estar. Nele, a atitude de renovar-se significa quase o mesmo que viver, já que a mutação constante é uma das características da natureza e do universo. Tantra não é uma religião (no sentido habitual da palavra). São práticas que qualquer pessoa pode fazer, já que não há busca de exclusividade do pensamento. Como pequenos microcosmos do universo, estamos sempre em mutação, e receber o novo e aceitar as mudanças é o natural. Abrir-se para o novo é sábio. Portanto, com base no tantra, posso dizer que receber o novo ano de 2018 e não rejeitar toda a gama de novidades e desafios que esse ano representa a todos nós é, em potencial, a chave para iniciar essa data de maneira mais preparada, plena e consciente, em comparação aos anos passados.

Cada pessoa tem uma maneira de se entregar ao tantra e à massagem tântrica, já que a filosofia, em essência, respeita a naturalidade de cada um enquanto criador de sua própria realidade individual. Mas o mais comum e recomendado é buscar atendimento terapêutico individual, no qual a pessoa tem a oportunidade de redescobrir o poder consciencial e sensorial de seu corpo, por meio de atendimento com terapeuta formado e habilitado para tal (as formações em tantra, em média, duram de um ano e meio a três). Esse profissional acompanhará os primeiros passos da pessoa e poderá recomendar, com mais ou menos rapidez (a depender da necessidade terapêutica que o corpo apresentar), outras atividades, como a participação em grupos, que é outra porta de entrada na filosofia. Mas, saliento, não há regras.

Não existem limites corporais para praticar o tantra e a massagem tântrica. E se aprofundar neles. A tendência para quem começa a ser um estudante tântrico é, à medida que se desenvolve e participa de cursos, ir incorporando no cotidiano aquilo que aprende.

A massagem tântrica, que é uma das ferramentas poderosas na criação de bem-estar e prazer. Ela pode ser feita com a função de relaxamento, ao gosto do cliente. Porém, quando falamos em tantra, falamos em cura, em terapêutica. Não se trata de uma massagem comum. Ela atua não somente no corpo, mas especialmente na mente, ressignificando padrões, crenças e hábitos. Por isso, pode assumir função de terapêutica direcionada. É um grande presente de cura que o indivíduo pode dar a si próprio.”

A meta do tantra e da massagem tântrica é a iluminação, inclusive por meio do corpo. “Viver a consciência divina em cada célula do próprio corpo, reverenciar e celebrar o divino na manifestação esplendorosa de vida que é o corpo”. Ele recomenda, especialmente para casais, que estudem o tantra, pois isso se torna uma experiência de união, sintonia, ternura e deleite muito superior àquilo que conhecemos na cultura comum. Com anos de prática, os casais podem se tornar mestres do amor. Solteiros também podem, já que o estudo do tantra em grupos é admitido nos cursos introdutórios. Em suma, o estudante se torna alguém capacitado a criar conexão com as outras pessoas e a expressar o amor, seja no nível corporal mais leve (como no campo da amizade, fraternidade) seja no nível mais íntimo (como no campo conjugal/sexual).

Sexualidade e amor

O tantra conjuga em si as duas forças que formam o universo, a energia feminina (Shakti) e a consciência masculina (Shiva). Assim, ele atua de maneira diferente no homem e na mulher. “No tantra, a busca da integração dos polos masculino e feminino é ‘pedra angular’. Todo o vasto repertório de técnicas e meditações visa preparar o corpo e a mente para realizar conexão mais profunda com tudo, com a natureza, com o meio ambiente, com os animais e, especialmente, com as pessoas. O relacionamento amoroso íntimo ocupa lugar de destaque no tantra, já que as práticas mais avançadas são destinadas para casais. A sexualidade se torna instrumento indispensável de desenvolvimento consciencial no tantra.”

De todas as escolas espirituais e religiões, o tantra, por excelência, é o caminho do amor. Não se busca falar sobre amor, explicar o amor ou defini-lo. Isso várias escolas fazem e se especializaram (ou não…). O que o tantra faz é especialmente praticar o amor, entender na prática, na ação, na entrega e na doação o que é o amor e o seu alcance. Um simples gesto, como olhar nos olhos, é algo importantíssimo e vastamente praticado e estudado pela filosofia.

Um indivíduo tântrico consegue amar as pessoas pura e simplesmente olhando em seus olhos. Artur Grossi enfatiza que “muitas pessoas que não conhecem ficam supercuriosas com as técnicas sexuais íntimas, mas não fazem ideia da profundeza com que o tantra trata o corpo e todas as formas de manifestar conexão, consciência e ternura. Por esse motivo, não se limita à sexualidade de casais e sim, trata-se do amor maior, aquele que podemos ter com todos os amigos e concidadãos do dia a dia, no trato a respeito e cuidado com cada um.

Deixe uma resposta

Fechar Menu